sábado, 19 de dezembro de 2015

Esquemas mentais

Todo o individuo possui um conjunto de crenças e sentimentos sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo, que aceita como verdades concretas e dogmaticas sem questionar. Em alguma altura da sua vida, normalmente na infancia mas tambem depois ao longo da sua vida lhe foram, de forma inadequada e mal direccionada, impostos pelos pais, professores, amigos e sociedade. A este conjunto de crenças e sentimentos pessoais chamamos de esquemas!
Após a sua construção e integração muito dificilmente o conseguiremos desconstruir sozinhos, visto que nem temos noção de que eles existem pois encontram se fortemente enraizados a um nivel inconsciente da nossa mente e o seu proprio funcionamento é automático, mecanizado e inconsciente.
Podemos possuir um ou mais esquemas embora por norma haja um mais predominante que os outros, aquele que exerce dominio!
Estes esquemas geram pensamentos, emoções e comportamentos disfuncionais.
Existem cinco grupos principais:
Desconexão e Rejeição – Relacionado com a frustração vivenciada pela pessoa relativamente ás expectativas de segurança, carinho, empatia, partilha, aceitação, face às outras pessoas.
A este grupo estão vinculados 5 esquemas : abandono; privação emocional (fuga às emoções); abuso/desconfiança; isolamento social e vergonha.
(ex.: mal-amados, negligenciados e rejeitados)
Autonomia e Desempenho Prejudicados- Relacionado com a incapacidade experienciada pelo indivíduo, impossibilitando este de ser autónomo, sobrevivendo de forma independente e com bom desempenho. A este grupo estão vinculados 4 esquemas: fracasso; incompetência/dependência; vulnerabilidade a dores e doenças e emaranhamento.
(ex.: sobre-protegidos, educados numa redoma e controlo excessivo)
Limites Prejudicados – Relacionado com os limites internos mal definidos, pela ausência de responsabilidade com os demais e/ou pela dificuldade de orientação para a concretização de objetivos longínquos. Também caraterizada pela incapacidade de respeitar os limites e direitos dos outros.
A este grupo estão vinculados 2 esquemas: merecimento e autocontrole/autodisciplina prejudicados.
(ex.: “deixa andar”, todas as vontades feitas…)
Orientação para o Outro – Relaciona-se com o foco excessivo nas necessidades, desejos e sentimentos dos outros em prol da busca constante da obtenção do amor. Muitas vezes, a pessoa suprime ou negligência as próprias necessidades com o intuito de conseguir aprovação do outro. A este grupo estão vinculados 2 esquemas: subjugação e auto-sacrifício.
(ex.: necessidade de aprovação dos outros ou pela norma social)
Supervigilância e Inibição – Refere-se ao bloqueio da felicidade, auto-expressão, relacionamentos íntimos, relaxamento e comprometimento da própria saúde, devido à excessiva inibição dos seus sentimentos, impulsos, escolhas pessoais e espontaneidade. Isto deve se a regras e expetativas interiorizadas, demasiado rígidas, relativamente ao seu desempenho e comportamento. A este grupo estão vinculados 2 esquemas: inibição emocional e padrões inflexíveis.
(ex.: educação rígida/autoritária)
Muitas das doenças mentais, neurológicas e psicossomáticas podem ter origem nestes esquemas. É por isso que a hipnoterapia tem uma taxa de sucesso elevada no tratamento desta desconstrução e ressignificação dos esquemas, proprcionando ao individuo a possibilidade de gerar novos pensamentos, emocões e comportamentos mais saudáveis e adequado ao meio em que se insere e consigo mesmo.
HYPNOTIZART - Vanessa Militão Hipnoterapia
vanessa.militao1978@gmail.com
Atendimento: Lisboa e Margem Sul

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